Ministério muda estratégia e propõe reduzir isolamento em estados e cidades com 50% da capacidade de saúde vaga!
Proposta está em boletim divulgado nesta segunda (6) e pode passar a valer a partir da próxima segunda-feira (13).
Por Carolina Dantas, G1
O Ministério da Saúde propõe reduzir parcialmente o isolamento em cidades e estados com
metade dos leitos e estrutura de saúde vagos. A medida, de acordo com o boletim divulgado
nesta segunda-feira (6), passaria a valer na segunda-feira (13).
A partir da próxima semana, portanto, cidades com mais de 50% da capacidade de atendimento
médico disponível poderiam passar do Distanciamento Social Ampliado (DSA) para uma
transição ao Distanciamento Social Seletivo. Veja a diferença entre os dois tipos de isolamento e
- Distanciamento Social Ampliado (DSA): Estratégia que não tem limitações apenas para
- grupos específicos - todos os setores da sociedade devem permanecer em isolamento.
- Distanciamento Social Seletivo (DSS): Apenas alguns grupos ficam isolados.
- Pessoas com menos de 60 anos e sem condições que elevam o risco de casos graves
- poderão circular livremente.
- Bloqueio total (lockdown): Nível mais alto de segurança com distanciamento de todos os
- cidadãos e também um bloqueio total de todas as entradas do perímetro da
- cidade/estado/país por profissionais de segurança.
- Ninguém tem permissão de entrar ou sair.
As cidades que não apresentarem mais de 50% dos leitos vagos, entre outros critérios médicos,
deverão manter o Distanciamento Social Ampliado até a estabilização do sistema de saúde.
"Hoje publicamos informações sobre o Distanciamento Social Ampliado, Distanciamento Social
Seletivo, e Bloqueio Total (lockdown).
As medidas são temporárias, localizadas e o governo federal está fazendo de tudo para que elas
sejam minimizadas ao máximo possível", disse nesta segunda-feira Wanderson Oliveira,
secretário de vigilância em saúde do ministério, em entrevista a jornalistas.
A apresentação da nova estratégia ocorre após uma mudança de tom de Jair Bolsonaro a
respeito do isolamento social.
Na terça-feira (31), o presidente fez pronunciamento em rede nacional em que não criticou
diretamente as medidas do Ministério da Saúde.
No domingo (29), no entanto, passeou por Brasília e entrou em contato com cidadãos da cidade.
A pasta e o presidente têm discordado sobre as medidas de isolamento no combate ao
coronavírus no Brasil.
O colunista do G1 Gerson Camarotti informou nesta segunda-feira que o ministro Luiz Henrique
Mandetta desabafou a interlocutores depois de tomar conhecimento de uma fala de
Jair Bolsonaro.
O presidente teria dito que alguns ministros viraram "estrelas" e falam "pelos cotovelos".
Bolsonaro teria afirmado também que a caneta dele funciona.
Sem mencionar nomes, disse que "a hora deles[em referência a esses ministros]ainda não
chegou. Vai chegar".
"Ameaça não dá.
O presidente tem de tomar uma decisão", afirmou Mandetta, segundo interlocutores, em
telefonemas aos ministros Braga Neto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de
Governo).
Estado de SP mantém quarentena
Mais cedo, o governo de São Paulo ampliou a quarentena até o dia 22 de abril.
A medida segue sem flexibilizações, e foi tomada para conter o avanço do
coronavírus no estado.
A determinação será publicada no Diário Oficial desta terça-feira (7).
"Sim, a prorrogação da quarentena será feita em São Paulo
por mais 15 dias, do dia 8 até o dia 22 de abril, pelo conjunto
de razões que já foram claramente expostas", afirmou o
governador João Doria.
Ele ainda afirmou que os prefeitos têm a obrigação de seguir a orientação e usar o
"poder de polícia em caso de desobediência".
"Nenhuma aglomeração de nenhuma espécie em nenhuma
cidade ou área do estado de São Paulo será admitida.
As Guardas Municipais ou Metropolitanas deverão agir",
afirmou.
"Isso é constitucional, não é uma deliberação que pode ou não ser seguida.
Ela deve ser seguida por todos os municípios do estado", completou.
Situação no Brasil
O último balanço dos casos de Covid-19 divulgados pelo Ministério da Saúde aponta:
553 mortes
12.056 casos confirmados
4,6% é a taxa de letalidade
No domingo (5), havia 486 mortes e 11.130 casos confirmados.
Em relação ao balanço anterior, foram acrescentadas 67 mortes e 926 casos
confirmados.
FONTE:G1
MATÉRIA DE:CAROLINA DANTAS

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