quinta-feira, 26 de outubro de 2023

MASSACRE NOS ESTADOS UNIDOS PODE SER O 6 MAIOR: Atirador mata 12 pessoas e deixa pelo menos 60 feridos e consegue fugir.

 POR: RANIERI BOTELHO

FONTE: G1

 


Polícia atende ataque a tiros em massa em Lewiston, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2023 — Foto: AP Photo/Robert F. Bukaty

Polícia acionada para cessar ataque a tiros em massa em Lewiston, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2023.

Um ataque a tiros na noite desta quarta-feira (25) em três locais diferentes na cidade de Lewiston, no Maine, Estados Unidos, deixou pelo menos 22 mortos e cerca de 60 feridos, segundo a rede de TV norte-americana NBC.

A polícia local afirmou que o atirador está foragido e buscas estão sendo feitas na cidade. “Por favor, fique dentro de sua casa com as portas trancadas", disse a polícia do estado do Maine na plataforma de mídia social X.

O "Sun Journal", citando um porta-voz da polícia de Lewiston, disse que as vítimas foram atacadas em um bar, uma pista de boliche e em um centro de distribuição de uma rede de supermercados.

O presidente Joe Biden foi informado e ligou para a governadora do estado do Maine, Janet Mills, oferecendo apoio federal nas investigações. Pouco depois a Divisão de Boston do FBI anunciou que está trabalhando em parceria com o departamentos de polícia locais.

Se o número de vítimas for confirmado, o massacre será o 6º mais mortal da história dos EUA, de acordo com o instituto Gun Violence Archive.

Com cerca de 38 mil habitantes, Lewiston faz parte do condado de Androscoggin e fica a cerca de 56 km ao norte da maior cidade do Maine, Portland. Durante todo o ano de 2022, 29 homicídios foram registrados no estado do Maine.

Polícia divulgou foto de possível carro envolvido no ataque nos Estados Unidos — Foto: Departamento de Polícia de Lewiston

Polícia divulgou foto de possível carro envolvido no ataque nos Estados Unidos.

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Milícia destrói mais de 20 ônibus e carros no Rio, após sobrinho de miliciano ser morto pela polícia carioca.

Zona Oeste tem 24 ônibus incendiados após miliciano sobrinho de Zinho ser morto pela polícia; BRT está interrompido

Matheus Rezende foi atingido por disparos durante confronto na comunidade Três Pontes, na Zona Oeste. Segundo a concessionária que administra o transporte na região, estão rodando apenas as linhas 13 (Alvorada x Mato Alto - Expressso), 25 (Alvorada x Mato Alto - Parador) e 22 (Jd. Oceânico x Alvorada - Parador).

A Zona Oeste do Rio de Janeiro está sofrendo com mais de 20 pontos de incêndios criminosos na tarde desta segunda-feira (23). Pelos menos 24 ônibus foram queimados na região e existem relatos de outros veículos incendiados e vias interditadas.

Segundo as primeiras informações, os ataques seriam em represália à morte do sobrinho do miliciano Zinho, na comunidade Três Pontes, na Zona Oeste do Rio.

Matheus da Silva Rezende, conhecido como Teteu e Faustão, foi morto durante uma troca de tiros com a Polícia Civil.

Ônibus são incendiados após morte de miliciano no Rio de Janeiro. — Foto: GloboNews/Reprodução

Ônibus são incendiados após morte de miliciano no Rio de Janeiro. — Foto: GloboNews/Reprodução

Ônibus são incendiados após sobrinho do miliciano Zinho ser morto — Foto: TV Globo

Ônibus são incendiados após sobrinho do miliciano Zinho ser morto.

Segundo a MobiRio, empresa pública que opera o sistema BRT, no corredor Transoeste, estão circulando apenas as linhas 13 (Alvorada x Mato Alto - Expressso), 25 (Alvorada x Mato Alto - Parador) e 22 (Jd. Oceânico x Alvorada - Parador).

O Centro de Operações Rio (COR-Rio) informou que o primeiro ônibus que pegou fogo estava na Rua Felipe Cardoso, na altura do BRT Cajueiros, em Santa Cruz.

Até o momento, o COR confirmou incêndios nos seguintes endereços:

  • Av. Dom João VI, na altura do BRT Magarça, em Guaratiba. (Via interditada em ambos os sentidos);
  • Av. Cesário de Melo, na altura do BRT Santa Eugênia, em Paciência (Via interditada);
  • Rua Guarujá, na altura do Viaduto de Cosmos;
  • Rua Felipe Cardoso, na altura do BRT Cajueiros, em Santa Cruz;
  • Estrada do Campinho, na altura da Rua Perico, em Inhoaíba

Segundo o órgão da Prefeitura do Rio a atuação criminosa provoca reflexos nos bairros: Guaratiba, Inhoaíba, Paciência, Cosmos, Santa Cruz e Magarça.

BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser morto — Foto: Reprodução

BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser morto.

Moradores também informaram sobre um bloqueio na Avenida Brasil, na altura da Estrada dos Palmares.

Ônibus queimado por criminosos na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo

Ônibus queimado por criminosos na Zona Oeste do Rio.

Morte do sobrinho de miliciano

Matheus da Silva Rezende, sobrinho do Zinho, morreu após ser baleado, nesta segunda-feira (23), em uma troca de tiros com a Polícia Civil, na comunidade Três Pontes, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

O confronto envolveu policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE). Além da Core, agentes da Polinter estão no local.

Matheus Rezende, sobrinho de Zinho — Foto: Divulgação

Matheus Rezende, sobrinho de Zinho — Foto: Divulgação

Segundo a polícia, Matheus, também conhecido como Teteu e Faustão, era apontado como o segundo na hierarquia da milícia da região.

Faustão é o terceiro da família a morrer em confrontos com a Polícia Civil do Rio. Em 2017, Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, morreu em operação da Delegacia de Homicídios da Capital

Em 2021, foi a vez de Wellington da Silva Braga, o Ecko, morrer depois de reagir a prisão em uma casa em Paciência, na Zona Oeste do rio.

Depois disso, seu irmão, Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, assumiu a maior milícia do Rio.

BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser morto em troca de tiros com a polícia — Foto: Reprodução redes sociais

BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser morto em troca de tiros com a polícia — Foto: Reprodução redes sociais

BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser morto em troca de tiros com a polícia — Foto: Reprodução redes sociais

BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser morto em troca de tiros com a polícia — Foto: Reprodução redes sociais.

Veículo da Viação Palmares, embaixo do Viaduto de Paciência — Foto: Reprodução

Veículo da Viação Palmares, embaixo do Viaduto de Paciência — Foto: Reprodução

Ônibus são incendiados após morte de miliciano no Rio de Janeiro. — Foto: GloboNews/Reprodução

Ônibus são incendiados após morte de miliciano no Rio de Janeiro. — Foto: GloboNews/Reprodução

Ônibus do BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser baleado em troca de tiros com a polícia — Foto: Reprodução

Ônibus do BRT é incendiado após sobrinho de Zinho ser baleado em troca de tiros com a polícia.

TRAGÉDIA: Aluna morre com tiro na cabeça e outros três ficam feridos após aluno de 15 anos invadir escola pública em São Paulo.

Ataque a tiros em escola estadual na Zona Leste deixa uma estudante morta e outros três feridos; adolescente foi detido.

Aluno de 15 anos entrou armado e disparou contra estudantes na Escola Estadual Sapopemba.

Uma das vítimas sofreu ferimento na cabeça e não resistiu.

Uma aluna morreu e outros três ficaram feridos após um ataque a tiros dentro da Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (23). A informação foi confirmada pelo governo de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, um adolescente de 15 anos, também aluno, entrou armado no colégio e efetuou os disparos. Ele foi apreendido junto com a arma.

Ao todo, três estudantes foram atingidos pelos tiros. A vítima que não resistiu aos ferimentos após ser baleada na cabeça.

Outras duas foram feridas no tórax e na clavícula.

Um quarto aluno se machucou ao tentar fugir durante o ataque, de acordo com nota divulgada pelo governo estadual.

Os feridos foram levados para o pronto-socorro do Hospital Geral de Sapopemba.

Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde deles.

Ainda por meio de nota, a gestão estadual lamentou o ocorrido e disse que a prioridade é prestar atendimento aos familiares das vítimas.

"O governo de SP lamenta profundamente e se solidariza com as famílias das vítimas do ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira (23) na Escola Estadual Sapopemba.

Nesse momento, a prioridade é o atendimento às vítimas e apoio psicológico aos alunos, profissionais da educação e familiares."

Tiros e desespero

A Polícia Militar foi chamada por volta das 7h30 para atender a ocorrência na Rua Senador Lino Coelho. O ataque teria ocorrido às 7h20.

O helicóptero da corporação e 20 viaturas da PM foram enviados ao local.

Pais de alunos foram até a unidade após serem informados do ataque.

Ao g1, moradores do bairro relataram o desespero ao ouvir os tiros.

"Eu moro na mesma rua da escola. Eu estava tomando café para ir trabalhar, e eu e meu irmão ouvimos em torno de três tiros. Meu irmão ouviu gritos, eu subi para o quarto e abri a janela. E vi o pessoal saindo correndo da escola. Fui em frente à escola para saber o que houve, aí soube da notícia. Foi muito rápido", contou uma testemunha.

Polícia atende ocorrência de disparo de arma de fogo dentro de escola estadual
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Polícia atende ocorrência de disparo de arma de fogo dentro de escola estadual

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, um adolescente de 15 anos, também aluno, entrou armado no colégio e efetuou os disparos. Ele foi apreendido junto com a arma.

Ao todo, três estudantes foram atingidos pelos tiros. A vítima que não resistiu aos ferimentos tinha sido baleada na cabeça. Outras duas foram feridas no tórax e na clavícula. Um quarto aluno se machucou ao tentar fugir durante o ataque, de acordo com nota divulgada pelo governo estadual.

Os feridos foram levados para o pronto-socorro do Hospital Geral de Sapopemba. Não foram divulgados detalhes sobre o estado de saúde deles.

Ainda por meio de nota, a gestão estadual lamentou o ocorrido e disse que a prioridade é prestar atendimento aos familiares das vítimas.

"O governo de SP lamenta profundamente e se solidariza com as famílias das vítimas do ataque ocorrido na manhã desta segunda-feira (23) na Escola Estadual Sapopemba. Nesse momento, a prioridade é o atendimento às vítimas e apoio psicológico aos alunos, profissionais da educação e familiares."

Ambulância e viaturas da PM em escola estadual Sapopemba, Zona Leste de SP — Foto: Reprodução/TV Globo

Tiros e desespero

A Polícia Militar foi chamada por volta das 7h30 para atender a ocorrência na Rua Senador Lino Coelho. O ataque teria ocorrido às 7h20. O helicóptero da corporação e 20 viaturas da PM foram enviados ao local.

Pais de alunos foram até a unidade após serem informados do ataque. Ao g1, moradores do bairro relataram o desespero ao ouvir os tiros.

"Eu moro na mesma rua da escola. Eu estava tomando café para ir trabalhar, e eu e meu irmão ouvimos em torno de três tiros. Meu irmão ouviu gritos, eu subi para o quarto e abri a janela. E vi o pessoal saindo correndo da escola. Fui em frente à escola para saber o que houve, aí soube da notícia. Foi muito rápido", contou uma testemunha.
Escola Estadual Sapopemba, Zona Leste de SP — Foto: Arte/g1

Escola Estadual Sapopemba, Zona Leste de SP — Foto: Arte/g1

O ataque desta segunda (23) é o segundo caso registrado na capital paulista somente neste ano.

No dia 27 de março deste ano,  uma professora de 71 anos morreu quatro pessoas ficaram feridas após serem atacadas com faca por um aluno do oitavo ano da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Zona Oeste de São Paulo. O agressor, de 13 anos, foi desarmado e levado para uma unidade da Fundação Casa.

Elisabete Tenreiro era professora desde 2015 e havia começado na escola Thomazia Montoro neste ano. A educadora tinha se aposentado como técnica do Instituto Adolfo Lutz em 2020, mas continuou dando aulas de ciências.

Em agosto, a reportagem do g1 esteve na escola estadual e constatou que, cinco meses depois do atentado, ainda não havia psicólogos disponíveis para o atendimento de alunos, professores, direção e funcionários na unidade escolar.

A medida tinha sido uma promessa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

À época, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) chegou a afirmar que quadruplicou o orçamento inicial destinado a políticas públicas de garantia da segurança e proteção de convivência no ambiente escolar, passando para R$ 100 milhões.

Contudo, duas das professoras que foram vítimas do ataque na Escola Estadual Thomazia Montoro, disseram ao g1 que a escola só recebeu visitas de um grupo de estudos em psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e que o corpo docente e discente foram orientados a procurar atendimento psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda segundo as professoras, a comunidade escolar está "pagando" pelos dias de recesso pós-ataque com reposições de aulas em período de férias, e o programa Conviva, do governo, não funciona na unidade escolar.