terça-feira, 25 de janeiro de 2022

COVID-19 VOLTA A ASSOMBRAR O MUNDO QUE TEM MILHÕES DE PESSOAS INFECTADAS.

 
Mundo atinge maior média diária de mortes por Covid em 4 meses.

Novas sepulturas abertas em cemitério em Antoninow, na Polônia, em 11 de janeiro de 2022, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) — Foto: Kacper Pempel/Reuters

Novas sepulturas abertas em cemitério em Antoninow, na Polônia, em 11 de janeiro de 2022, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) — Foto: Kacper Pempel/Reuters







Em meio à proliferação da variante ômicron do novo coronavírus, a média diária de mortes por Covid-19 no mundo atingiu o maior patamar em 4 meses, apontam dados do "Our World in Data", projeto ligado à Universidade de Oxford.


Os dados mostram também que a média móvel de novos casos bateu recorde pelo 7º dia seguido e chegou a 3,41 milhões de infectados por dia nos últimos sete dias.


O mundo registrou uma média diária de 8.209 mortes na segunda-feira (24), o maior patamar desde 24 de setembro de 2021 (quando a média móvel estava em 8.358 e em trajetória de queda).


POSTADO POR:RANIERI BOTELHO

FONTE:G1

sábado, 22 de janeiro de 2022

REPORTAGEM REVELA RACHADINHA, PROVÁVEL MANDANTE DA TENTATIVA DE ASSASSINATO E MUITO MAIS SOBRE BOLSONARO E FAMÍLIA!

 Ex-assessor de Bolsonaro confirma rachadinha na família do presidente

Um dos amigos mais próximos do capitão, Waldir Ferraz diz que uma ex-mulher do mandatário comandou esquema nos gabinetes de Jair, Carlos e Flávio.

Em um sobrado simples em uma rua de terra batida no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, um ateliê de costura improvisado divide espaço com um amontoado de papéis, recortes de jornal e lembranças dos mais de trinta anos de trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).

Entre roupas para conserto e croquis para a confecção de equipamentos de voo livre, mora, sozinho, o aposentado da Marinha Mercante Waldir Ferraz, 1,88 metro, magérrimo e autointitulado o amigo “ZeroZero” do presidente da República. Jacaré, o apelido que ganhou desde os tempos em que acompanhava o ex-capitão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro , não é um bolsonarista qualquer. Ele é bolsonarista antes de Jair ter entrado para a política, antes de o bolsonarismo ter virado uma ideologia para pelo menos 20% dos brasileiros e antes de os filhos e ex-mulheres terem se tornado um motivo frequente de dor de cabeça para o presidente. A amizade entre os dois começou há mais de três décadas a partir da insatisfação que ambos compartilhavam com os baixos salários pagos aos oficiais. Desde então, só se fortaleceu.

“Ela (Ana Cristina Valle) fez nos três gabinetes. Em Brasília, aqui no Flávio e no Carlos. Ela que fazia, mas quem é que assinava? Quem assinava era ele (Jair Bolsonaro). É batom na cueca.”

Waldir Ferraz

Jacaré guarda como relíquias os convites para a primeira posse de Bolsonaro como vereador e para o casamento dele com a primeira-dama,Michelle. Mais importante: mantém intactas a intimidade e a conversa franca com o amigo poderoso. “O tempo todo ele me chama de 71 (corruptela do artigo que define o crime de estelionato), e eu respondo: ‘Eu não sou político, você é que é’.” Pelas mãos do ex-ca­pitão, Jacaré foi contratado para trabalhar nos gabinetes de Bolsonaro na Câmara dos Deputados e de Carlos Bolsonaro na Câmara. de Vereadores do Rio — e também recebeu duas condecorações do governo federal, uma delas das mãos do próprio presidente, por “serviços meritórios e virtudes cívicas”. Sem cargo público, ele hoje brilha como expoente do grupo de inteligência particular de Bolsonaro. Diariamente, encaminha, quase sempre antes das 6 horas da manhã, toda sorte de denúncias e suspeitas ao número pessoal do presidente, salvo em sua lista de contatos como JB BR 4. Os dois têm até um código específico para tratar de onspirações e movimentações políticas. “Como tá o clima aí?” é a senha disparada por Bolsonaro, que em seguida recebe informes  bre possíveis apoios para a campanha. 

As conversas também são presenciais. Desde a época da transição de governo, Jacaré é frequentador assíduo dos palácios. Na última terça-feira, 18, ele esteve no Planalto, onde se reuniu com o presidente e, segundo ele, colocou os assuntos em dia. É com essa autoridade de quem compartilha da intimidade e da história de vida de Bolsonaro que Jacaré contou a VEJA detalhes do notório esquema da rachadinha, um dos principais motivos de desgaste para Bolsonaro desde o início de seu mandato presidencial . Em encontros no Rio de Janeiro e em Brasília, nos quais as conversas foram gravadas, Jacaré declarou que houve rachadinha nos gabinetes de Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro e afirmou que a advogada Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente, foi quem organizou e comandou a arrecadação irregular de parte dos salários dos servidores, prática que configura o crime de peculato. Jacaré disse ainda que o presidente foi traído e não sabia dos rolos da ex-esposa, que ainda hoje chantageia Bolsonaro, pedindo dinheiro para manter o seu silêncio. “Ela fez nos três gabinetes. Em Brasília, aqui no Flávio e no Carlos. O Bolsonaro deixou tudo na mão dela para ela resolver. Ela fez a festa. Infelizmente é isso. Ela que fazia, mas quem é que assinava?”, pergunta Jacaré. “Quem assinava era ele. Ele vai dizer que não sabe? É batom na cueca. Como é que você vai explicar? Ele está administrando. Não tem muito o que fazer”, acrescenta, referindo-se a Jair Bolsonaro. De acordo com Jacaré, a rachadinha entrou nos gabinetes da família do presidente ainda na década de 90, quando ele exercia mandato de deputado federal. Naquela época, Ana Cristina, então casada com umsargento, começou a se aproximar de Bolsonaro, quando participava de um movimento de mulheres de militares que reivindicava aumento no soldo dos maridos. Jacaré conta que ela foi se “infiltrando” e rapidamente ganhou a confiança de Bolsonaro, com quem iniciou um relacionamento amoroso. Logo, Ana Cristina recebeu carta branca para administrar o gabinete de Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Teria começado aí a história de décadas de rachadinha na família presidencial. Segundo Jacaré, o esquema funcionava da seguinte maneira: responsável por uma cota de contratações, Ana Cristina recolhia documentos de algumas pessoas, abria contas bancárias em nome delas e embolsava grande parte de seus salários. Muitas vezes, o funcionário era fantasma e nem sequer tinha conhecimento de que estava oficialmente empregado no gabinete de Bolsonaro. Jacaré alega que quem já trabalhava com o ex-capitão antes da chegada de Ana Cristina, como ele, não participava do esquema.

PARCERIA ANTIGA - Jacaré e Bolsonaro: a amizade iniciada em 1987, antes da entrada do ex-capitão na política, rendeu ao “Zero Zero” empregos públicos, condecorações oficiais, livre acesso a gabinetes o poder no Rio e em Brasília, convites para eventos variados e, mais importante, o direito de compartilhar da intimidade do clã presidencial.

“Ela é muito perigosa. É uma mulher que quer dinheiro a todo custo. Às vezes, ela vai ao cercadinho, frequenta o cercadinho. É uma forma de chantagem. A gente nem toca nesse assunto pra não deixar o cara de cabeça quente"

"Waldir Ferraz"

“A jogada dela era a seguinte: ‘Quer ganhar um dinheiro? Te dou 1 000 reais por mês. Me empresta seu documento aí’. Pegava a carteira do cara que estava entrando na Câmara, recebia 8 000, 10 000, e dava 1 000 (reais) pro cara.” Leal a Bolsonaro, Jacaré faz questão de ressaltar que o presidente nada sabia das traficâncias da ex-mulher. Nem ele nem seus filhos. Em sua tese de defesa, o Zero Zero argumenta que os parlamentares se preocupam apenas com a atividade política, deixando a rotina do gabinete para pessoas de confiança. “Ele, quando soube, ficou desesperado , era uma fria. O cara foi traído. Ela que começou tudo. Bolsonaro nunca esteve ligado em nada dessas coisas. O cara não tinha visão do que estava acontecendo por trás no gabinete”, diz Jacaré. “Às vezes o chefe de gabinete faz merda, e o próprio deputado não sabe. Mesmo o deputado vagabundo não sabe, só vem a saber depois.” Pelo relato do ex-as­sessor, Bolsonaro só veio a saber muito tempo depois. Na verdade, décadas depois — mais precisamente em novembro de 2018, após conquistar a Presidência da República.

Confrontado com a gravidade da história, o amigo diz que o ex-capitão teria entrado em contato com o esquema de rachadinhas nos gabinetes da família só depois da revelação pelo jornal O Estado de S. Paulo do relatório do Coaf que registrava movimentações milionárias do policial aposentado Fabrício Queiroz, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser o operador no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj. Apenas ali ele teria puxado o fio de toda a meada. Como todo marido enganado, Bolsonaro teria sido o último a saber. De acordo com Jacaré, Queiroz, que também é amigo do presidente há mais de trinta anos, substituiu Ana Cristina como responsável pela arrecadação dos salários dos servidores, continuou o esquema sem o chefão saber. Detalhe: a ex-mu­lher de Bolsonaro nunca trabalhou oficialmente para o Zero Um, mas teve parentes empregados no gabinete dele na Alerj até 2018 e que hoje estão sob investigação do MP do Rio. Depois da passagem pela Câmara dos Deputados com Jair, Ana Cristina foi chefe de gabinete do vereador Carlos Bolsonaro por sete anos. Ela e o Zero Dois, aliás, também são investigados pelo MP pela prática de rachadinha.

Antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) praticamente devolver à estaca zero a apuração sobre o esquema no gabinete de Flávio, o filho mais velho do presidente foi denunciado por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa. Já Queiroz chegou a ser preso preventivamente enquanto se refugiava num imóvel de Frederick Wassef, advogado de Jair e Flávio Bolsonaro. Jacaré conta que, ainda no governo de transição, Bolsonaro ouviu de um auxiliar que o Zero Um poderia ser condenado a vinte anos de cadeia e ficou entre preocupado e emocionalmente fragilizado diante da previsão. Desde então, o caso paira como uma sombra ameaçadora sobre o presidente, seu governo e sua família. E, desde então, nas palavras do amigo, Bolsonaro vive “na corda bamba” e tem convicção de que ninguém acreditará que ele e os filhos não sabiam de nada do que ocorria dentro de seus respectivos gabinetes. “Não tem como reagir. Vai fazer o que para desmanchar isso aí? É como um beco sem saída. Ela fez uma m..,eles assinaram sem saber, e agora vão pagar caro por isso”, afirma Jacaré, sempre responsabilizando Ana Cristina. “Acho que ele vai ter problema se não for reeleito. Vai tudo cair, vai perder o foro privilegiado e tal.”


MEIO – Ana Cristina e Jair Renan:
De acordo com Jacaré, ela usa o filho para faturar 

“Não sou mentora da rachadinha. Ele (Bolsonaro) me chamava de sargentona, mas quem assina as nomeações e exonerações é o parlamentar. Não faz sentido assinar sem ler porque todos eles são bem instruídos.” 

"Ana Cristina Valle"

Íntimo do clã presidencial, Jacaré diz ainda que Ana Cristina chantageia o presidente. Exige dinheiro e outras vantagens para não contar o que sabe. Ela teria, inclusive, ido algumas vezes ao cercadinho do Palácio da Alvorada, onde Bolsonaro interage com apoiadores, para ser vista e percebida pelo mandatário. Só para lembrá-lo, de acordo com Jacaré, dos segredos que unem os dois até hoje e podem complicar a vida do ex-marido. “Ela é muito perigosa. É uma mulher que quer dinheiro a todo custo. Às vezes, ela vai ao cercadinho, frequenta o cercadinho. É uma forma de chantagem, lógico que é chantagem. A gente nem toca nesse assunto pra não deixar o cara de cabeça quente”, acusa.

A relação de Bolsonaro com a ex-mu­lher, de fato, não é das mais tranquilas. Os dois se envolveram num divórcio litigioso em que, conforme revelado por VEJA em 2018, Ana Cristina o acusou de, entre joias e outras coisas, ter um patrimônio incompatível com a própria renda. No processo, ela anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que o patrimônio do casal incluía três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes de terra que o deputado havia esquecido de relatar à Justiça Eleitoral. 

Sua remuneração mensal, por exemplo, seria de 100 000 reais, quase três vezes mais do que ele recebia, na época, como parlamentar e aposentado do Exército. Acusada agora por  Jacaré de chefiar a rachadinha em três gabinetes da família, Ana Cristina não disse à Justiça de onde vinha a diferença de valores e recuou dessa história, dizendo que estava brava com o ex-marido.

 

Nos últimos tempos, embora distantes, Bolsonaro e Ana Cristina não se atacam. Após a separação, ela viveu um tempo no exterior, casou-se outra vez e em 2018, utilizando o sobrenome Bolsonaro, tentou uma vaga na Câmara dos Deputados. Obteve apenas 4 555 votos e fracassou. Em agosto do ano passado, VEJA revelou que Ana Cristina vive em uma confortável mansão no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, com filho Jair Renan, o Zero Quatro, também investigado por receber vantagens de empresários com interesses no governo federal. “Ela também usa o menino para fazer dinheiro”, dispara Jacaré.


INVESTIGADO Carlos: Ana Cristina foi sua
chefe de gabinete na Câmara do Rio.



Na terça-feira 18, durante uma conversa por telefone com VEJA, Ana Cristina negou que tenha comandado esquemas de rachadinha, que chantageie Bolsonaro e disse que as acusações partem de inimigos que querem atingir os “meninos” Flávio e Carlos. “Se eu tiver que falar com o presidente, acha que eu vou para o cercadinho para todo mundo ficar vendo, para jornalista ficar vendo? Sou discreta”, declarou. Apesar de alegar inocência e entoar um discurso em defesa do ex-ma­rido e dos enteados, ela fez questão de arrematar sua defesa com a seguinte ponderação: “Não sou mentora da rachadinha. Ele (Bolsonaro) me chamava de sargentona, mas quem mandava no gabinete era ele. Quem assina as nomeações e exonerações é o parlamentar. Não faz sentido assinar sem ler 

porque todos eles são bem instruídos”.

Jacaré, que nada tem de inimigo do presidente, mantém-se vigilante. Municiar Bolsonaro com informações de coxia, que ele considera relevantes, sempre foi uma de suas missões. Não raro, o ex-capitão recebe os dados e as ideias de Jacaré e sai repetindo por aí. Numa tentativa de demonstrar quão zeloso ele é,  o amigo do presidente diz ter sido decisivo para convencê-lo de que o ex-ministro Gustavo Bebianno, morto em março de 2020, estava por trás de um plano para assassinar Bolsonaro, que seria executado por Adélio Bispo, o autor da facada no ex-capitão às vésperas da eleição de 2018. Segundo a tese de Jacaré, Bebianno queria, com a morte do então candidato, ser ungido seu substituto na corrida presidencial. Ao descobrir o plano, ele teria contado detalhes da trama para o presidente e seu filho Carlos. Bolsonaro, de fato, ouviu essa história, tanto que mencionou a existência de uma conspirata para matá-lo em entrevista concedida a VEJA em 2019 — e falava explicitamente na participação de “quem estava do meu lado”. Candidato à reeleição, o presidente espera explorar politicamente na próxima campanha o atentado a faca que sofreu. Ele quer usar o episódio para requentar a tese de que Adélio agiu a mando de alguém e vender a versão de que ele, Bolsonaro, enfrenta uma oposição sem limites de forças ocultas a serviço do sistema.

 “É como um beco sem saída. Ela fez uma m…, eles assinaram sem saber, e agora vão pagar caro por isso. Acho que ele vai ter problema se não for reeleito. Vai tudo cair, vai perder o foro privilegiado e tal.” 

"Waldir Ferraz"

O problema dessa tese é que a própria Polícia Federal, durante o atual governo, concluiu que Adélio agiu sozinho e deu a questão da autoria por encerrada. Já o caso das rachadinhas continua em aberto e caiu no gosto popular, especialmente a informação de que Queiroz, o operador do esquema, depositou 89 000 reais para a primeira-dama Michelle. O presidente disse que esse dinheiro era parte do pagamento de uma dívida que Queiroz tinha com ele. Até aqui, a família Bolsonaro alega que as denúncias são infundadas, visam a desestabilizar o governo e partem de adversários. As declarações de Jacaré a VEJA põem em xeque essa versão. Não é um inimigo falando. O Zero Zero pode ser acusado de um monte de coisas, menos de não compartilhar da intimidade, da amizade e da história de vida de Bolsonaro. Procurado, o presidente não se manifestou até o fechamento desta edição.


Publicado em VEJA de 26 de janeiro de 2022, edição nº 2773 

POSTADO POR:RANIERI BOTELHO

MORAES DÁ PRAZO DE 48 PARA BOLSONARO EXPLICAR SUPOSTA CAMPANHA ANTECIPADA COM ACUSAÇÕES A LULA!

 Moraes intima Bolsonaro a explicar suposta propaganda eleitoral antecipada com acusação contra Lula!

Moraes intima Bolsonaro a explicar suposta propaganda eleitoral antecipada com acusação contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve se explicar dentro de 48 horas sobre uma suposta propaganda eleitoral antecipada em um evento no Palácio do Planalto.

No último dia 12, Bolsonaro declarou que se o ex-presidente e pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reelegesse, seria a volta do “criminoso” à “cena do crime” e que o petista estaria “loteando ministérios”. O evento foi transmitido pela TV Brasil, que pertence à empresa estatal EBC, além dos canais oficiais do governo.

Moraes atendeu a uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT), que alega que Bolsonaro realizou “verdadeira propaganda antecipada em favor de sua reeleição”. O partido pede que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) multe o presidente em R$ 25 mil.

De acordo com o TSE, segundo a resolução Nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019, que dispõe sobre propaganda eleitoral, é considerado propaganda antecipada passível de multa "aquela divulgada extemporaneamente cuja mensagem contenha pedido explícito de voto, ou que veicule conteúdo eleitoral em local vedado ou por meio, forma ou instrumento proscrito no período de campanha".

Também se caracteriza propaganda eleitoral fora do período legal a convocação, por parte do chefe do executivo, dos presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do STF, bem como, de redes de radiodifusão "para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições".

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

MORRE UMA DAS MAIORES ESTRELAS DA MÚSICA, CINEMA, TEATRO E TV NO BRASIL,ELZA SOARES!

 Elza Soares morreu desejando que o Brasil recuperasse a dignidade e o respeito.

A imensa sambista brasileira Elza Soares morreu nesta quinta-feira (20) em sua casa no Rio de Janeiro, anunciou sua assessoria.

"É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15h45 em sua casa no Rio de Janeiro, por causas naturais", informa o comunicado divulgado na conta do Instagram da cantora.

"Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora, eleita como a Voz do Milênio, teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, força e determinação", destaca o comunicado.

Em junho de 2020, poucos dias antes de completar seu aniversário de 90 anos, Elza Soares deu uma entrevista exclusiva à RFI.

Ela falou sobre temas como o racismo, o passar do tempo, o Brasil e sobre ser mulher num mundo machista.

Questionada sobre o que aprendeu na vida e que gostaria de transmitir aos mais jovens – aos seus sobrinhos e netos –, ela respondeu:

educação, respeito e dignidade, acrescentando que o Brasil também precisava disso.

A imprensa brasileira se despede da artista com homenagens calorosas à "deusa de Padre Miguel" e recorda que ela morreu no mesmo dia do ex-jogador Manoel Garrincha, com quem teve um relacionamento por 17 anos.

O craque do Botafogo também morreu no dia 20 de janeiro, mas quase 40 anos antes da musa, em 1983.

Com uma carreira eclética, que começou na década de 1960 e inclui mais de 30 álbuns, Elza Soares, uma diva negra de voz rouca e inconfundível, era considerada uma das maiores vozes da música brasileira.


POSTADO POR: RANIERI M BOTELHO

FONTE:RFI





COVID VOLTA COM FORÇA NO BRASIL E TRAGÉDIA PODE SER MAIOR DEVIDO AS RÉDEAS FROUXAS NO PAIS!

 COVID CRESCE ASSUSTADORAMENTE NO BRASIL

  • Acre: 30%
  • Alagoas: 48%
  • Amapá: 50%
  • Amazonas: 66,67%
  • Bahia: 59%
  • Ceará: 78,72%
  • Espírito Santo: 79,17%
  • Mato Grosso: 69,31%
  • Mato Grosso do Sul: 61%
  • Minas Gerais: 25,85%
  • Paraíba: 23%
  • Paraná: 57%
  • Pernambuco: 86%
  • Piauí: 57,4%
  • Rio de Janeiro: 16,7% **
  • Rio Grande do Norte: 52,1%
  • Rio Grando Sul: 54,7%
  • Roraima: 67%
  • Santa Catarina: 41,25%
  • São Paulo: 51,7%
  • Tocantins: 70%


*Algumas taxas representam o percentual somente na rede pública estadual ou toda a rede pública e outras incluem a rede privada. Confira abaixo


** No Rio de Janeiro foram considerados apenas os leitos ocupados por pacientes com Covid-19 na rede pública.

Veja a situação mais detalhada por estado:


Acre


Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a rede pública tem 20 leitos de UTI para Covid, dos quais seis estavam ocupados na manhã desta quarta - o que representa uma taxa de ocupação de 30%.


Esses leitos atendem toda a demanda de UTI Covid do estado.


Em 17 de março do ano passado, pico da pandemia no estado, a ocupação na UTI chegou a 100%, e pacientes tiveram de ser transferidos para Manaus.


Alagoas


Segundo a secretaria estadual de Saúde, dos 397 leitos UTI e enfermaria da rede SUS, 48% estão ocupados. Esses leitos são exclusivos para pacientes com Covid e Influenza e incluem os destinados ao público adulto, pediátrico e obstetrício.


No ano passado, a situação chegou a ficar crítica nos meses de maio e junho. Em maio, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid chegou a 100% em três municípios do interior. Em Maceió, a taxa atingiu 90% de ocupação.


No mês de junho, a ocupação ainda continuava no patamar de 90%.


Amapá


O Amapá tem 84 leitos de UTI disponibilizados para atendimento a pacientes de Covid-19, dos quais 42 estão ocupados com casos confirmados, segundo boletim atualizado nesta quarta-feira (19), o equivalente à 50% da lotação.


Os dados incluem leitos estaduais e privados, tanto para o público adulto quanto pediátrico.


No ano passado, a situação chegou a ficar crítica no mês de março, quando, no dia 27, o Amapá anunciou que 100% dos leitos de UTI – que na época eram 130 – estavam ocupados, com uma fila, até então, de 12 pacientes à espera.


Amazonas


No Amazonas, os 120 leitos de UTI para Covid ficam todos na capital, Manaus, e estão com taxa de ocupação de 66,67%.


Os dados incluem os leitos municipais, estaduais, federais e privados, tanto para o público adulto quanto pediátrico.

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Bahia


A Bahia tinha 1.309 leitos ativos para tratamento da Covid-19.


Segundo dados de terça-feira (18), 772 estão com pacientes internados, o que representa taxa de ocupação geral de 59%.


Desses leitos, 545 são de UTI adulto e estão com taxa de ocupação de 65% (352 leitos ocupados).


Nas UTIs pediátricas, 19 das 29 vagas estão com pessoas internadas, o que representa taxa de ocupação de 66%.


Os leitos clínicos para adultos estão com 53% de ocupação e os infantis, com 72%.


Em Salvador, dos 325 leitos ativos, 234 estão ocupados (72% de ocupação geral).


A taxa de ocupação dos leitos de UTI adulto é de 64% e o pediátrico está em 60%.


Em comparação, no dia com o maior número de casos no estado, registrado em 9 de junho de 2021, a ocupação chegou a 84% (sendo que o número de leitos disponíveis era maior: 1.623).


Na data em que houve recorde de mortes na Bahia, em 7 de abril de 2021, a taxa de ocupação foi de 82%.


Nesse dia, o estado tinha 1.539 leitos de UTI e 1.267 pessoas internadas.


Ceará


O Ceará registrou nesta quarta-feira (19) 78,72% de ocupação nos leitos de UTI por Síndromes Respiratórias Gripais, como a Covid-19 e Influenza A, em hospitais públicos e privados.


O dado consta da plataforma IntegraSUS.


O aumento da ocupação pelas síndromes respiratórias fez o Governo do Ceará suspender as cirurgias eletivas nos hospitais públicos estaduais no início do mês.


A mesma medida foi adotada pelo Hospital Unimed Fortaleza na terça-feira (18).


As maiores ocupações foram registradas nos leitos de UTI neonatal com 100% e UTI infantil, com 90% de ocupação.


Já a UTI adulto registrou 76,96% de ocupação e a UTI gestante 62,5%.


Em Fortaleza, Hospital Leonardo da Vinci, unidade de referência no tratamento de casos de Covid-19 no estado, está com 44 dos 45 leitos de UTI para pacientes com síndromes respiratórias gripais ocupados.


Na rede particular, o Hospital São Carlos está com 11 dos 15 leitos da UTI adulto ocupados.


Em março de 2021, pico da pandemia no estado, a taxa de ocupação chegou a 100% dos leitos na época.


Espírito Santo


Em todo o Espírito Santo, a taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 até a última atualização era de 79,17% (incluindo leitos em hospitais municipais, estaduais, federais e privados).


Em março do ano ano passado, quando o sistema hospitalar do estado esteve sob maior pressão na pandemia, esse índice chegou a 96%.


Mato Grosso


No Mato Grosso, a taxa de ocupação de UTI para adultos com Covid nos hospitais estaduais está em 69,31%, sendo 131 dos 197 leitos com pacientes.


Dos 17 leitos pediátricos, 6 estão ocupados, o que representa uma taxa de 35,29%.

Em relação aos leitos dos hospitais particulares, a associação que representa as unidades privadas informou que só terá os dados de ocupação de UTI no dia 24.


No caso da capital, Cuiabá, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, atualmente, 50% dos leitos de UTI Covid para adulto na rede municipal estão ocupados.


No caso dos pediátricos, 40%.


Mato Grosso do Sul


No Mato Grosso do Sul, a taxa de ocupação de UTI na rede SUS está em 61% dos 362 leitos disponíveis em hospitais municipais, estaduais e federais.


Na macrorregião de Campo Grande, são 206 leitos, sendo 60% ocupados.


Os dados se referem aos leitos destinados não apenas para Covid, mas também para as demais doenças.


No ano passado, no auge da pandemia, em que os hospitais ficaram lotados e com uma fila extensa de pessoas à espera por leitos, Mato Grosso do Sul precisou enviar pacientes com Covid para outros estados.


Minas Gerais


Em relação ao estado, a taxa de ocupação de leitos UTI SUS Covid é 25,85%, de acordo com boletim divulgado nesta quarta-feira (19).


São leitos públicos (municipais e estaduais).


O boletim não considera os hospitais privados. Em fevereiro, eram 2.072 leitos UTI SUS e, agora, são 4.181.


De acordo com boletim de terça-feira (18) divulgado pela prefeitura, Belo Horizonte tem 82,1% de leitos de UTI ocupados, somando o SUS e a rede suplementar (municipal, estadual, federal e privados).


São leitos destinados a pacientes com Covid-19.


A conta considera leito adulto, pediátrico e obstetrício.

Nos meses de março e abril do ano passado, a taxa de ocupação de UTI no estado atingiu 100%.


Paraíba


Na Paraíba, dos 301 leitos da rede hospitalar destinados para Covid (incluindo públicos e privados), 23% deles estão ocupados.


Paraná


Segundo dados de terça-feira (18) da secretaria de Saúde, os leitos exclusivos para adultos com Covid no SUS estava com taxa de ocupação de 57%.


Na enfermaria, esse índice era de 63%.


No caso da UTI pediátrica no SUS, os 5 leitos estavam vazios, mas 40% dos leitos em enfermaria pediátrica estavam ocupados. Não tem dados sobre a rede privada.


A taxa de ocupação mais alta desde o início da pandemia foi em março de 2021, com 97% das 1.639 UTIs adultas das quatro macrorregiões ocupadas.


No caso de Curitiba, dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que, na terça (18), a taxa de ocupação dos 97 leitos de UTI SUS exclusivos para Covid-19 estava em 64%.


Pernambuco


Na terça-feira (18), as UTIs de Pernambuco estavam com de 86% de ocupação na rede pública e de 63% na rede privada.


As enfermarias públicas tinham ocupação de 71% e as particulares, de 27%.


Num dos piores momentos da pandemia no estado, em março de 2021, o percentual de ocupação de UTI na rede pública atingiu esses mesmos 86%.


Piauí


O estado do Piauí está com 57,4% dos seus 148 leitos para Covid ocupados (incluindo leitos adultos e pediátricos nas redes privada e pública).


Na capital Teresina, essa taxa está em 60,7% de ocupação (84 leitos do total).


No pior momento da pandemia no estado, a taxa de ocupação chegou a 94,9% em 18 de abril de 2021 nas vagas de UTI no estado.


Na capital, esse índice foi de 93% de ocupação.


Rio Grande do Norte


No Rio Grande do Norte, considerando todos os leitos públicos destinados para pacientes com Covid (estaduais, municipais, federais), a taxa de ocupação na UTI é de 52,1%, com 62 pacientes.


Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela secretaria de Saúde do RN , na rede privada, a taxa de ocupação era de 24% na segunda-feira (18).


No momento mais crítico da pandemia, em 31 de maio de 2021, a ocupação chegou a 99% de ocupação dos 406 leitos disponíveis de UTI.


Rio Grande do Sul


No Rio Grande do Sul, do total de 3.169 leitos de UTI destinados para pacientes adultos com Covid, 54,7% (ou 1.735) estavam ocupados - incluindo leitos municipais, estaduais, federais e privados.


No fim de fevereiro e em março de 2021, essa taxa ficou acima dos 100% por vários dias, quando houve o colapso na rede hospitalar.


Naquela época, a secretária da Saúde do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann, alertou para o risco de esgotamento da capacidade do sistema de saúde do estado no combate ao coronavírus. 


A titular da pasta afirmou enxergar "o pico do Everest", em menção à situação da pandemia no RS, e chegou a dizer que estavam "apavorados".


Roraima


Em Roraima, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes adultos com Covid está em 67%, segundo dados do boletim de terça-feira (18).


Na capital, Boa Vista, há apenas um hospital, que é destinado para as crianças. Nesse caso, a ocupação é de 7%.


Em junho do ano passado, pico da pandemia no estado, o sistema de saúde entrou em colapso, e os leitos de UTI ficaram lotados.


Santa Catarina


Segundo informações da manhã desta quarta-feira (19), os leitos de UTI na rede SUS destinados apenas para Covid estão com 41,25% de taxa de ocupação ( 224 dos 543 leitos disponíveis).


Considerando Covid e as demais doenças, a taxa de ocupação é de 74,45% nos leitos de UTI da rede SUS.


No total, são 1.397 leitos ativos em hospitais municipais, estaduais, federais ou filantrópicos.


Desses, 1.040 estão ocupados.


Em Florianópolis, a taxa de ocupação de UTI para Covid é de 70,37%.


Considerando as demais doenças, esse índice chega a 85,81%.


São Paulo


No estado de São Paulo, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid estava em 51,7% nesta quarta-feira (19), incluindo hospitais públicos e privados.


O número de leitos é de cerca de 4.300, mas varia diariamente, porque, quando necessário, o estado aumenta esse número remanejando os leitos comuns.


Na Grande São Paulo, o percentual ocupado de leitos de UTI é de 58,3%.


Tocantins


No estado do Tocantins, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI para Covid nos hospitais estaduais é de 70% nesta quarta-feira, com 72 dos 103 leitos com pacientes, segundo dados da secretaria estadual.