sábado, 31 de julho de 2021

TRÁFICANTE INTERNACIONAL FOI SOLTO COM PROMESSA DE VOLTAR E NUNCA MAIS VOLTOU!

 PF não tem pista de megatraficante solto pela Justiça por causa da covid-19.

Em 21 de julho de 2020, quando assinou o alvará de soltura na Penitenciária 1 de Mirandópolis (SP) para cumprir prisão domiciliar, o megatraficante Suaélio Martins Lleda, 56, prometeu ir direto para seu apartamento, no 11º andar de um condomínio na praia do Gonzaga, em Santos.

Suaélio Martins Lleda, 56 saiu devido a covid e nunca mais voltou

Ele é ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), maior facção criminosa do país.

Suaélio não cumpriu a palavra e, segundo a Divisão de Capturas da Polícia Civil de São Paulo, nunca foi visto no edifício.

Ele está foragido há um ano e é caçado também pela Polícia Federal.

As suspeitas são de que esteja refugiado na Bolívia ao lado de outros narcotraficantes brasileiros.

Condenado a 41 anos por tráfico de drogas, associação para o tráfico e falsidade ideológica, o criminoso foi solto por determinação do desembargador França Carvalho, da 13ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Decisão monocrática

Em decisão monocrática, o desembargador havia autorizado Suaélio a cumprir prisão domiliciar, até o julgamento de um habeas corpus, porque advogados do preso alegaram que ele era portador de hipertensão arterial sistêmica e do grupo de risco para covid-19.

O Ministério Público Estadual recorreu da decisão.



No dia 27 de julho de 2020, a 13ª Câmara de Direito Criminal cassou a liminar e mandou expedir um novo mandado de prisão contra Suaélio.

Porém, já era tarde.

O narcotraficante havia fugido.

No pedido de liminar, os advogados do presidiário sustentaram que a vida dele corria risco "por causa das péssimas condições de higiene e habitação do presídio e também pelo fraco atendimento médico dispensado aos encarcerados".

Os defensores também alegaram que a Penitenciária 1 de Mirandópolis, com capacidade para 1.244 presos, abrigava à época 2.221.

Na avaliação dos advogados, a superlotação na unidade era mais um risco efetivo para o prisioneiro ser contaminado pelo coronavírus.

Quatro dias antes de assinar o alvará de soltura, o juiz Henrique de Castilho Jacinto, da Vara das Execuções Criminais de Araçatuba, responsável pela jurisdição de Mirandópolis, havia indeferido o pedido de prisão domiciliar, argumentando que Suaélio recebia tratamento médico adequado na prisão.

Muitas posses

Segundo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, Suaélio é um dos criminosos com maior poder aquisitivo e isso pode dificultar a recaptura do foragido.

O narcotraficante estava preso desde 2014, quando foi deflagrada a Operação Oversea, desencadeada pela Polícia Federal.

As investigações apontaram que ele chefiava uma quadrilha responsável pela exportação de toneladas de drogas mensais para a Europa via porto de Santos.

Suaélio também era investigado por lavagem de dinheiro e por manter ligações com doleiros, um deles envolvido na Operação Lava Jato.

De acordo com a PF, o narcotraficante adquiriu vários imóveis, inclusive um sítio de alto padrão em Mogi das Cruzes (SP).

Agentes federais fotografaram a propriedade durante as investigações da Operação Oversea.

As fotos divulgadas na ocasião pelos policiais mostram quadra de tênis e de futebol, piscina, deck, jardim ornamental e até um lago natural.

Além de Suaélio foram condenados na Operação Oversea os narcotraficantes André Oliveira Macedo, o André do Rap; Moacir Levi Correia, o Bi da Baixada; e Anderson Lacerda Pereira, o Gordo.

Todos acabaram soltos, mas tiveram a liberdade cassada e continuam foragidos. Lincoln Gakiya acredita que os quatro narcotraficantes, todos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), a maior facção criminosa do Brasil, estejam escondidos em regiões de montanha na Bolívia sob a proteção de militares corruptos daquele país.



POSTADO POR:RANIERI MARTINS

FONTE:UOL

ANVISA RECEBE PEDIDO DE VACINA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTESCOM IDADE MINIMA DE 3 ANOS.

 

Anvisa recebe pedido de autorização da Coronavac para menores de idade

Fabricante quer incluir o público entre 3 e 17 anos de idade na bula da vacina.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu nesta sexta-feira (30) um pedido do Instituto Butantan para ampliar a faixa etária de indicação da vacina Coronavac. A empresa quer incluir o público de crianças e adolescentes na faixa de 3 a 17 anos de idade na bula da vacina.


A vacina está autorizada para uso emergencial no Brasil para pessoas com 18 anos de idade ou mais desde o dia 17 de janeiro deste ano.

A solicitação de ampliação de uso da vacina, ou seja, a inclusão de uma nova faixa etária, deve ser feita pelo laboratório responsável pela vacina. "Para incluir novos públicos na bula, o laboratório precisa conduzir estudos que demonstrem a relação de segurança e eficácia para determinada faixa etária. Esses estudos podem ser conduzidos no Brasil ou em outros países. No caso da Coronavac, os estudos foram conduzidos fora do Brasil", afirmou a agência.

Vacina para menores de 18 anos

Até o momento, a única vacina contra covid-19 aprovada para menores de 18 anos no Brasil é a vacina Comirnaty, da Wyeth/Pfizer, que tem indicação em bula para uso a partir de 12 anos de idade.

O laboratório Janssen recebeu autorização da Anvisa para realizar estudos de sua vacina com menores de 18 anos. Os estudos estão em condução pelo laboratório.




POSTADO POR:RANIERI MARTINS

segunda-feira, 26 de julho de 2021

"DEDÉ ESTA LIVRE PARA QUALQUER CLUBE E ACHO QUE A TORCIDA DO VASCO PODE SONHAR!" DIZ ADVOGADO.

Advogado de Dedé: 'Acho que o torcedor do Vasco, dependendo da diretoria, pode sonhar'

De acordo com o jornalista Jorge Nicola, em seu canal no YouTube, o zagueiro Dedé tem procura e sondagens de cinco clubes que estão na Série A e B do Campeonato Brasileiro. Na lista são: Vasco, Cuiabá, Fortaleza, Atlético-GO e Red Bull Bragantino.

No entanto, o advogado do atleta, Carlos André de Freitas Lopes, que explicou a situação do zagueiro. Principalmente, em entrevista para o canal Atenção Vascaínos e explicou a situação.

"Posso garantir que o Dedé tem um carinho enorme e sempre foi muito grato ao Vasco. Eu acho que o torcedor do Vasco, dependendo da diretoria, pode sonhar", diz o advogado do atleta.

Logo depois completou e deixou claro que não faz ideia em que pé está a negociação. No entanto, o procurado do atleta explicou só qual será a sua função sobre o jogador.

"Se interessarem, não faço ideia como seria a negociação. Eu cuidarei do contrato, mas a formatação já vem pronta para mim, eu só faço a amarração jurídica. Ele está totalmente liberado e está totalmente apto para assinar com qualquer clube que o aceite", finalizou o advogado.



POSTADO POR: RANIERI MARTINS

sexta-feira, 23 de julho de 2021

RENAN:"Não muda nada, já temos a prevaricação do presidente"!

 Após acusação de fraude em documentos, CPI quer retirar habeas de dono da Precisa.



A CPI da Covid avalia que a decisão da Bharat Biotech, fabricante indiana da vacina Covaxin, de cancelar o contrato com a Precisa Medicamentos reforça os indícios de irregularidades no contrato do governo federal para comprar o imunizante contra o coronavírus. Além de romper com a Precisa, o laboratório da Índia nega ter assinado cartas enviadas ao Ministério da Saúde, o que levanta suspeita de fraudes nos documentos.

"O mais grave é que eles dizem que falsificaram documentos, a própria empresa (Bharat Biotech) está dizendo", afirmou o senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão.

O político do PSD afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem de reavaliar o habeas corpus concedido a Francisco Emerson Maximiano, dono da Precisa Medicamentos.

O Supremo permitiu que o empresário pudesse ficar em silêncio no depoimento à CPI, que deve acontecer no início de agosto, na volta do recesso parlamentar.

Precisa Medicamentos era representante da Bharat Biotech,
produtora da vacina Covaxin, no Brasil.

"Espero que agora, depois da acusação de que falsificaram documentos, a gente consiga derrubar no Supremo essa questão de ele poder ficar quieto", disse Aziz ao jornal O Estado de S. Paulo.

"Não dá mais para confiar em nada do que essa empresa (Precisa) fala.

" O relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a decisão de romper a parceria com a Precisa representa um reconhecimento das apurações da CPI:

"O cancelamento do contrato da Bharat com a Precisa é um reconhecimento da indústria indiana das irregularidades apontadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito".

De acordo com o relator, a decisão da Bharat não prejudica os rumos do colegiado.

"As investigações serão aprofundadas.

Não muda nada, já temos a prevaricação do presidente e vamos responsabilizar todos que participaram dessa ignomínia com a vida dos brasileiros", declarou Renan.

O colegiado quer saber quais os valores que a Precisa precisou pagar ao laboratório para poder revender as doses e quanto a empresa intermediadora receberia do total vendido ao governo federal.

O governo decidiu suspender a aquisição da vacina indiana em 29 de junho, após o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luís Ricardo Miranda, denunciarem um suposto esquema de corrupção no governo para a compra do imunizante.

Os dois disseram que levaram o caso ao presidente Jair Bolsonaro, que teria atribuído irregularidades a um "rolo" do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se houve prevaricação do presidente após ser informado sobre o suposto esquema, ou seja, se ele deixou de tomar as providências para esclarecer as suspeitas.

Na época do contrato da Covaxin, o imunizante ainda não havia sido autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A ordem para a aquisição da vacina partiu pessoalmente do presidente Jair Bolsonaro.

O interesse do Brasil pela Covaxin foi manifestado expressamente pelo presidente, em carta enviada ao primeiro-ministro indiano Narendra Modi, em 8 de janeiro deste ano.

Na ocasião, o chefe de Estado brasileiro informou ter incluído o imunizante no Plano Nacional de Imunização, antes mesmo de a fabricante concluir os estudos para saber se a vacina é eficaz e de ter aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A falta de aprovação da agência foi citada por Bolsonaro como justificativa pela demora em comprar outros imunizantes, como o da Pfizer e a Coronavac.

Ao mesmo tempo, representantes da Precisa participavam de reuniões na Índia.

"O Bolsonaro, quando mandou a mensagem ao primeiro-ministro da Índia, ele pediu para comprar (a vacina) já com a Precisa na Índia.

Depois, o Élcio (ex-secretário executivo da Saúde) pediu mais em março, pediu adicionalmente mais 50 milhões de doses", afirmou Renan Calheiros.

Em 25 de fevereiro, o Ministério da Saúde havia fechado contrato de compra com a Precisa, que representava a Bharat, para compra de 20 milhões de doses da vacina, ao preço de R$ 1,6 bilhão.

O coronel Élcio Franco, assessor especial da Casa Civil e que foi o número 2 na hierarquia do Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello, é suspeito de favorecer clínicas privadas no contrato da Precisa para aquisição das doses da vacina.

Omar Aziz chama a atenção para a diferença de tratamento que a vacina indiana teve em relação aos outros imunizantes.

"Dia 4 de novembro (de 2020), na primeira reunião que a Precisa tem com o Ministério da Saúde, a Pfizer já tinha mandado vários e-mails oferecendo vacina e o Brasil nem resposta dava", afirmou o senador.




POSTADO POR:RANIERI MARTINS
FONTE:UOL

LULA FAZ APELO A LIDERES MUNDIAIS POR VACINAS PARA PAÍSES POBRES!

Lula faz apelo a premiê da Itália por vacinas a países pobres!



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, para garantir o acesso de países pobres a vacinas contra o novo coronavírus.

LUIS INÁCIO  "LULA" DA SILVA FAZ APELO
POR VACINAS PARA PAÍSES POBRES
Em entrevista à emissora italiana de notícias Sky TG24, o petista disse que as nações ricas devem assegurar que "todos os países, independentemente de sua condição econômica, possam receber vacinas, porque todos os habitantes do planeta têm direito de ser tratados com dignidade". 

"Já mandei uma mensagem a Biden, Macron, Angela Merkel e à China.

Eles devem estender a mão a quem não tem possibilidade", afirmou Lula, que lidera todas as pesquisas para as eleições de 2022.

Segundo o ex-presidente, países como Cuba, Venezuela e Irã são "vítimas de um bloqueio e não recebem vacinas por causa do embargo", enquanto muitos outros países simplesmente "não têm dinheiro".

"Existe sempre um modo de marginalizar uma parte da humanidade.

Então, se pudesse enviar uma mensagem a Draghi, diria que é importante que no G20 de outubro seja tomada a decisão de compensar as deficiências de vacinas nos países mais pobres.

O apelo que eu gostaria de fazer é este: a vacina não deve ir apenas para quem pode comprar, mas sim para todos os seres humanos", acrescentou.

A Itália preside o G20 em 2021 e vai receber os líderes do grupo nos dias 30 e 31 de outubro, em Roma, quando a vacinação anti-Covid deve ser um dos principais temas em pauta.

Apesar das promessas de doação de imunizantes e de aumentar a capacidade de produção em países pobres, pouco foi feito até agora.

Segundo o portal Our World in Data, 27% da população mundial já recebeu ao menos uma dose de vacinas contra a Covid, mas esse índice cai para 1,1% quando se considera apenas as nações de baixa renda.

Até o momento, já foram aplicadas cerca de 3,8 bilhões de doses em todo o mundo, porém somente 62,33 milhões na África (1,64% do total), que reúne cerca de 15% da população global.




POSTADO POR:RANIERI MARTINS

FONTE:UOL

FRACASSO DA GREVE DOS CAMINHONEIROS PROVARÁ QUE EM 2018 A GREVE FOI FEITA EM PROL DE EMPRESÁRIOS E POLÍTICOS!

 

Afinal, vai ter greve dos caminhoneiros no domingo?

Entidades do setor dizem que adesões não decolaram, mas, para líderes da paralisação de 2018, movimento está de pé; dirigente com força política deve anunciar nesta sexta sua posição sobre a greve

Lideranças do setor continuam afirmando que a paralisação está mantida e os caminhoneiros devem partir a partir de domingo, 25.

Mas entidades importantes, como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), dizem que as chances de uma greve são diminutas, dado o baixo número de adesões ao movimento até o momento.

"A prerrogativa e legalidade de se realizar uma paralisação é um direito do caminhoneiro e formalizada através de assembléia nos sindicatos.

Até o presente momento, não temos conhecimento de tal iniciativa por parte de sindicatos ligados ao sistema da nossa Confederação", disse a CNTA em nota.

O Ministério da Infraestrutura, principal interlocutor dos transportadores de carga junto ao governo, também afirma não ter conhecimento de eventuais solicitações de contato ou reuniões para discutir a possibilidade de uma paralisação da categoria.

O setor segue dividido, com alguns líderes convocando a paralisação em grupos de WhatsApp, mas ainda longe de fazer o barulho de 2018, quando uma greve dos caminhoneiros parou o país.

A CNTA, considerada uma das maiores entidades do setor de transportadores autônomos, segue afirmando que não irá aderir à greve.

Grupos menores, como a Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB), que reúne 4.500 associados, tentam levar o movimento adiante, retomando uma iniciativa mal-sucedida do início do ano.

Na ocasião, os esforços para paralisar o país acabaram naufragando, por falta de adesão.

José Roberto Stringasci, presidente da ANTB diz continuar fazendo convocações para o movimento grevista previsto para domingo, Dia de São Cristóvão, padroeiro dos caminhoneiros. Ele avalia que haverá, sim, paralisação, com possibilidade de se estender por vários dias da semana que vem.

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), um dos principais idealizadores da tentativa de greve do início do ano, também sustenta que os planos de promover uma greve geral estão mantidos.

Outro importante líder da categoria, Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores) deve manifestar sua posição a respeito da greve nesta sexta, 23.

Ele ainda não divulgou seu apoio ao movimento. 

O Ministério da Infraestrutura divulgou em nota que a CNTRC "não é entidade de classe representativa para falar em nome do setor do transporte rodoviário de cargas autônomo e que qualquer declaração feita em relação à categoria corresponde apenas à posição isolada de seus dirigentes".

A pasta também destaca que as associações do setor possuem caráter difuso e fragmentado.

Em pauta

Entre as principais reinvidicações da categoria estão o fim da política de preços da Petrobras para os combustíveis e o cumprimento do piso mínimo de frete.

A alta mais recente ocorreu no dia 5 deste mês, quando Petrobras elevou o preço da gasolina em mais de 6%.

O diesel teve um aumento de 3,7% e passou a custar 2,81 reais nas refinarias. 

Os reajustes foram acompanhandos por um aumento de 5,8% do frete rodoviário.

Segundo os caminhoneiros, no entanto, a tabela dificilmente é respeitada.

O preço mínimo do frete foi criado pela equipe do ex-presidente Michel Temer durante a greve de maio de 2018.

A medida foi implementada pelo governo dentro do conjunto de ações para pôr fim à paralisação.




POSTADO POR RANIERI MARTINS

FONTE:EXAME

quinta-feira, 22 de julho de 2021

MODELO ACUSA CHEFE DE TRANSFOBIA E RACISMO!

 

Chefe invade live de modelo que o acusava de transfobia e a agride ao vivo!

Crédito: Reprodução/Arquivo Pessoal

A modelo Jeniffer de Oliveira Pereira, de 25 anos, foi agredida pelo chefe, o empresário Helio Job Neto, após acusá-lo de maus-tratos e transfobia.

A violência aconteceu justamente enquanto ela fazia uma live o denunciando.

As informações são do site Universa, do UOL.

A vendedora começou a trabalhar há pouco mais de um mês na loja Fendior, no centro de São Paulo.

Do próprio local, a modelo decidiu fazer uma transmissão para seus seguidores para falar sobre a transfobia que vinha recebendo do chefe, que também a chamava de “traveco”, quando Helio invadiu a live para agredi-la.

De acordo com a reportagem, no vídeo, ele nega as acusações.

Já na delegacia onde o caso foi registrado, ele afirmou que as agressões eram mútuas e que ocorreram após a demissão de Jeniffer.

Ao Universa, Jennifer disse que conhece Helio há dez anos, antes de ter feito sua transição de gênero, e que foi chamada para trabalhar na loja, conhecida entre o público LGBTQIA+, justamente porque ele queria uma equipe mais diversa.

A modelo conta que ele passou a chamá-la de “traveco” e a dizer que ela estava “parecendo mais mulher”.

Constrangida, Jeniffer pediu para que ele parasse com os comentários, pois se sentia humilhada, mas que ele continuou.

Ela havia decidido não falar nada, pois precisava do emprego, mas no último domingo (18), Jeniffer chegou ao trabalho com cabelos cacheados e ouviu um comentário racista de Helio.

“Ele perguntou se ia trabalhar daquele jeito, com ‘aquele’ cabelo. Me senti humilhada, mas continuei fazendo meu serviço”, conta a modelo.

Ela diz que, por volta das 17h30, atendia a um cliente quando o chefe a teria mandado se calar.

Jeniffer decidiu, então, pedir demissão.

Nesse momento, eles começaram a discutir.

“Decidi encerrar o meu trabalho com a empresa porque não aguentava mais ser humilhada.

E pedi para a gerente atender os clientes, mas nesse momento ouvi o Helio me chamando de folgada.

Respondi que não aceitava ser tratada daquela forma e ele veio me bater.

Foi quando comecei a gravar o vídeo”, conta Jeniffer.

“Ele tentou puxar o meu celular, levei dois puxões no cabelo, dois murros, e depois ele e o pai ainda tentaram me prender no estoque, mas consegui fugir e saí gritando.

Também chamei a polícia”, explicou a modelo ao UOL.

Ainda de acordo com o Universa, os três foram encaminhados ao 78º DP, nos Jardins.

A modelo disse que o chefe prestou depoimento por cerca de uma hora e meia, mas que o delegado não quis ouvi-la.

“O delegado disse que já tinha usado o que eu havia contado para os policiais que atenderam a ocorrência na loja, me mandou ir trabalhar e procurar uma advogada.

Ainda me chamou pelo meu nome de batismo, sendo que meus documentos já são retificados [com o nome de mulher, gênero com o qual ela se identifica].

Fui então fazer o exame de corpo de delito e, depois, para casa”, disse a modelo.

À polícia, Helio disse que o desentendimento começou quando ele demitiu Jeniffer que, inconformada que não receberia ali mesmo o pagamento de seus dias trabalhados, mas apenas no próximo dia útil, ela começou a fazer um vídeo, e que por isso ele tentou tomar o celular dela.

Segundo o chefe dela, os dois se agrediram.

O boletim de ocorrência não cita transfobia e diz que Jeniffer contou ter sido agredida por desentendimento no trabalho e trancada no depósito da loja.

Ao Universa, Jeniffer disse que voltará à delegacia com advogado para pedir que o caso seja investigado como transfobia e racismo, por conta de ter sido ofendida por causa dos cabelos.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo disse, em nota enviada ao UOL, que todos os envolvidos foram ouvidos na delegacia e que em nenhum momento foi citado qualquer elemento que indicasse crime de transfobia.




POSTADO POR:RANIERI MARTINS

FONTE:ISTOÉ